Como as empresas partilham as informações de produto e de fabricação?

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Durante séculos, os designers comunicavam as informações mais importantes de fabricação usando desenhos. Hoje em dia, com a introdução do CAD 3D, podem-se automatizar esses processos 2D, pois estes desenhos são gerados a partir dos modelos 3D e em seguida é adicionada a informação de fabricação do produto (PMI), como por exemplo GD&T (geometric dimensioning and tolerancing), acabamento de superfícies, materiais, etc. Esta abordagem assegura que os fornecedores, parceiros, etc, têm a informação necessária para transformar os projetos em produtos físicos.

2D Drawing

O problema com os desenhos de engenharia e a ascensão do MBD (Model-Based Definition)

Quando a fase de design é terminada, e passa ao próximo departamento, é  difícil certificar-se de que é devidamente atualizado quando se fazem alterações e isso pode levar a certos erros:

“Um dos principais problemas com a impressão de um desenho 2D é que, assim que é impresso, passa a obsoleto” – “Não existe controlo e nenhuma maneira de se certificar que a fabricação está a trabalhar com a ultima impressão.”

Brian Wilson

Esta é uma das razões pelo qual muitas empresas estão a abolir o uso de desenhos 2D e aderir ao PMI (Product Manufacturing Information) e ao MBD (Model-Based Definition). Outra razão óbvia são os visualizadores 3D.

O que é o MBD?

O Lifecycle Insights define MBD como “uma iniciativa de engenharia mecânica onde um modelo 3D com informações de fabricação de produto, aumenta ou substitui um desenho de engenharia 2D como documentação de projeto”

Quando se olha para um modelo 3D, consegue-se ver a forma do produto, mas na maioria das vezes não se conhecem todos os detalhes de engenharia necessários para produzir com sucesso a versão final. Para se obter a imagem completa são necessárias as dimensões, acabamento superficial, materiais, tolerâncias e muito mais.

Normalmente, essa informação não geométrica aparece nos desenhos 2D ou em documentos separados. Os engenheiros desenvolvem o produto como um modelo 3D e, em seguida, adicionam informações de fabricação do produto (PMI), como anotações desses desenhos.

Model-Based Definition

Um modelo 3D com anotações GD&T mostra um exemplo MBD

A realidade do MBD nos dias de hoje

Mais uma vez, usamos desenhos há séculos, e esta transição vai levar algum tempo. Atualmente, alguma empresas usam uma abordagem mais pura do MBD, algumas ainda dependem de desenhos e outras usam uma combinação dos dois.

Os fabricantes de moldes de hoje encontraram uma enorme oportunidade para modernizar e acelerar o processo de fabricação de moldes, ao mesmo tempo em que aumentam a sua capacidade de colaborar globalmente com os seus parceiros e fornecedores.

Um dos aspetos chave para a melhoria da produtividade é o uso do MBD, que implica afastar-se dos desenhos em papel e de outros meios externos de definição do produto e tornar o modelo CAD a única fonte para definir as geometrias e outros aspectos não geométricos do produto ou do molde.

Creo 4.0: Implementação e Integração do Model-Based Definition.

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2017-12-04T12:43:20+00:00Jun 12, 2017 @ 11:22|